sexta-feira, novembro 24, 2006

Évora - Casa Branca; Finalmente abriu!

Foi com agrado que assisti ao anúncio da abertura da linha de Évora no troço Évora - Casa Branca, para dia 05 de Novembro de 2006. Este troço, com cerca de 26km, já permite que se demore menos 12 minutos na ligação entre estas duas povoações. Assim, desde dia 05 é possível ir até Lisboa (Sete Rios, Entrecampos e Oriente) de combóio, atravessando a ponte 25 de Abril e demorando apenas 1h55m, sensívelmente o mesmo tempo que o percurso de automóvel sem ir por auto-estrada.
Finalmente Évora entrou no mundo dos combóios actuais, modernos e rápidos, sendo uma mais valia para o turismo eborense mas também para o país, permitindo um maior desenvolvimento de uma região interior, que se depara com cenários de desertificação gradual à sua volta, sendo mais um factor de fixação das populações.
Esta linha insere-se num projecto mais vasto, a ligação de Sines a Badajoz, ligando o porto de Sines a Espanha, para que haja um maior potenciamento das capacidades do porto de Sines e a actracção de novos navios de mercadorias, em deterimento dos portos espanhóis, nomeadamente de Algeciras, permitindo que as mercadorias sejam ali descarregadas e transportadas de forma rápida para outros pontos da Europa através da via férrea, libertando as estradas de camiões e protegendo o nosso ambiente.
Está previsto também a electrificação desde Bombel a Évora, ficando a linha totalmente electrificada até Lisboa.
Augura-se um futuro mais próspero para o Alentejo e para Évora em particular, pois irá também ter uma das futuras estações do TGV para Madrid. Estou certo de que irá desenvolver esta região, captando mais turismo e mais investimento, potenciando o desenvolvimento económico com criação de empregos e quem sabe, atracção de novas indústrias.
E como já referi em posts anteriores, talvez seja tempo de apostar na ligação ferroviária até Reguengos de Monsaraz, de forma a podermos captar todo este fluxo esperado de turistas e direccioná-lo também para os futuros empreendimentos que irão ser criados na zona envolvente da barragem de Alqueva. Espero que haja da parte de Governo e das entidades responsáveis uma visão de futuro e que não esqueçam o Alentejo e o ajudem a desenvolver-se e a fixar aqui as populações para que não seja cada vez mais uma região desertificada.

4 comentários:

Anónimo disse...

Trabalha, Dani!!!

Anónimo disse...

se para lisboa de IC acham caro, estou mesmo a ver que vão de TGV.
O mesmo não faz falta a gente desenvolvam mas e o que faz falta ...

Daniel Galvoeira disse...

Anónimo, agradeço o seu comentário, mas tenho algo a acrescentar: tudo faz falta e o TGV também faz. Há grandes possibilidades de desenvolvimento económico e turístico desta região, maior atracção de investimento e mais empregos. Há que saber aproveitar bem as oportunidades. Não podemos é centralizar tudo no TGV. Como diz, há mais coisas que precisam ser desenvolvidas.
Quanto ao preço dos bilhetes do combóio, quando digo que é caro, não é comparativamente ao autocarro. Mas analisando bem, verifica-se que se uma família de 4 pessoas for de combóio para Lisboa, numa viagem de ida e volta, pagará 64€ de bilhete, já incluindo o descondo de 20% que a CP faz nos bilhetes de ida e volta. Se for de automóvel a diesel, por estrada nacional, irá demorar o mesmo tempo que o combóio e gasta entre 20 e 30€ de combustível mais 2,25€ de portagem. Logo, vai por metade do preço a Lisboa. É a isto que me refiro quando digo que é caro. É lógico e óbvio que se for sozinho, a viagem compensa mais de combóio...

Anónimo disse...

E verdade amigo,se que lhe posso tratar por este termo, pois tem razão nesse ponto,mas o que eu pretendia dizer era entre o preço do IC para Lisboa e o TGV para o mesmo destino.
Mas como ainda não esta estipulado valores,para o TGV vamos aguardar para ver.Até la ainda correrá muinta tinta e nós e que vamos pagando a factura; Que futuro nos reserva,acho que todos nós jovens teremos que nos unir em prol dos nossos interesses e da sociedade em que vivemos pois dos nossos politicos ja não esperamos nada.