sexta-feira, dezembro 17, 2010

Exploração ferroviária aberta a privados - Economia - DN

"Ministro diz que as linhas e troços ferroviários que forem desactivados poderão ser viabilizados por outras entidades, nomeadamente privadas.

O ministro das Obras Públicas e Transportes admitiu ontem a possibilidade de outras entidades, nomeadamente privadas, poderem vir a explorar as linhas e troços ferroviários que sejam encerrados no âmbito da avaliação da rede que a Refer tem de apresentar ao Governo, no quadro dos planos de cortes nas empresas da tutela. "Outros agentes, económicos privados, associações de municípios, entre outros, podem encontrar soluções que podem revelar-se ajustadas e adequadas para continuar a prestar qualquer tipo de serviço", disse.

António Mendonça afirmou que "até ao final do ano" serão conhecidos os planos de cortes de todas as empresas da tutela, sublinhando que os planos de redução de custos nas empresas sob a sua tutela são "um processo normal, que decorreu em diálogo, em sintonia, com o ministério".

O ministro explicou que os planos "foram solicitados para dar resposta à conjuntura económica do País" e existiriam sempre, acrescentando que anualmente as empresas apresentam programas que são discutidos com a tutela.

"Até ao final do ano, em prazo razoável e que permita a aferição daquilo que está em causa, serão explicitados e tornados públicos", disse António Mendonça.

Com estes planos, o Governo pretende reduzir 15% nos custos operacionais das empresas do sector empresarial do Estado, o que poderá representar uma poupança anual de 1,6 mil milhões euros.

Questionado sobre o facto de muitas empresas contemplarem nos seus planos de cortes a redução do número de trabalhadores, o ministro afirmou que a sua preocupação é "garantir os postos de trabalho" e que "só se podem garantir os postos de trabalho se as empresas tiverem sustentabilidade económica e financeira"."


Comentário:
Mais um erro que se vai cometer e que irá comprometer o desenvolvimento da ferrovia em Portugal! O que é necessário é consciencializar os portugueses das vantagens dos transportes públicos, começando pela educação nas escolas, tal como já é efectuado no âmbito do prevenção rodoviária!

Depois, há que continuar a modernizar as linhas, criar condições de exploração, garantindo velocidades e preços de percursos atractivos.

O abandono progressivo da ferrovia contribui para a ainda maior desertificação do interior! Infelizmente o plano estratégico que parecia haver, afinal não há!

3 comentários:

Anónimo disse...

Snr Galvoeira:Parabens pelos seus trabalhos.Para as autarquias do Alentejo,contribuirem todas,para se criar um metropolitano de superficie moderno,linha de Evora,Ramal de Moura,Ramal de Reguengos,Linha de Portalegre,ligação á Europa,era preciso,várias reuniões entre todas.Como sabe as linhas precisam,das travessas em betão,pois uma travessa a sua duração são cinquenta anos.Na estação do Monte das Flores,onde fui chefe,tem as pedreiras e máquinas,para fazer toda a brita,junto á estação,só falta areia e ferro,e a máquina para fazer as travessas de betão.Como algumas povoações,ficam um pouco distante das estações,era feito serviço combinado com as autarquias.Uma linha com travessas de betão,dura a vida inteira,e a bitola é de segurança máxima.As linhas com travessas de madeira em 150 anos tem que ser subestituidas pelo menos tres vezes.O ALENTEJO está sem combóios´á perto de vinte anos.O combóio é o transporte mais seguro,rápido,económico,tansporta mais mercadorias,não é poluente,mais cómodo,e menos consumo da locomotiva.Todas as estações são de boa construção,foram mandadas construir pelo ESTADO.Ramal de Reguengos ano 1927.Em 1906 a Linha do Sul.Em 1937 Linha de Portalegre.Em 1905 combóio chega a Vila Viçosa.Não se pode comparar,um combóio moderno ao transporte rodoviário.Os senhores das autarquias que estudem ,e se entendam,para bem do ALENTEJO ,CELEIRO DE PORTUGAL.Mauricio Arrais.Abrantes 26/12/2010.

Anónimo disse...

Snr.Galvoeira:Isto é que vai uma crise,não respondem ao meu comentário.Ainda queria ver o TGV a circular a 320 km/h,na LINHA DO ORIENTE,nas planicies do Alentejo,com destino á Europa!Não compreendo,qual o motivo que a C.P. Refer ao longo de 150 anos só tem dado milhões de contos e agora euros de prejuizo.É preciso fazer um estudo profundo,para se saber o que tem funcionado mal ao longo de tantos anos.As empresas ficaram paradas no tempo,não evoluiram.A REDE FERROVIÀRIA,precisa de ser renovada com travessas de betão.O COMBÒIO È O TRANSPORTE DO FUTURO.È O TRANSPORTE TERRESTRE,MAIS RÀPIDO;E SEGURO,NO MUNDO.As carruagens do futuro devem ser todas de dois pisos.Os vagons devem aumentar para o dobro o comprimento das caixas.Só assim as empresas podem ter lucros.Ex-chefe de combóio na Estrela de Évora.Mauricio Arrais.Abrantes.19/4/2011.

Daniel Galvoeira disse...

Sr. Maurício,
Também eu desejo um dia ver o TGV sobre carris nas planícies do Alentejo e a entrar na Estação do Oriente em Lisboa. Sabe-se que o momento não é favorável ao financiamento de projectos desta envergadura, mas não se deve desistir de estruturar o País e desenvolver meios ecológicos e rápidos de transporte, em nome do futuro. Só desejo que este não seja mais um projecto que vá parar ao fundo da gaveta, e mais uma machadada nos caminhos de ferro de Portugal.