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Comboios: ligar Évora a Badajoz arranca esta semana

As obras para ligar, por linha ferroviária, Évora a Badajoz começam esta semana, revelou esta segunda-feira o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, após uma reunião com o presidente do Governo de Aragão, Marcelino Iglésias.

O projecto faz parte da construção do Eixo 16, «um grande corredor que vai ligar Portugal, Espanha e França, já considerado de grande importância europeia», como explicou Marcelino Iglésias aos jornalistas.

O objectivo é criar uma ligação ferroviária, em paralelo com a linha de Alta Velocidade, que vai ligar o porto de Sines ao Poceirão «e daqui a Setúbal e a Lisboa no âmbito da terceira travessia sobre o Tejo. De Poceirão seguirá a linha com ligação a Espanha, passando por Algeciras, e depois para França unindo-se com o norte da Europa», sublinhou António Mendonça.

No total, serão investidos 500 milhões de euros, dos quais 180 milhões serão financiados pelo Estado português e pela Refer, e 320 milhões vêm directamente da União Europeia, como disse à AF fonte oficial do ministério.

Sem querer reduzir a importância do TGV, o responsável pela pasta das Obras Públicas português explicou porque é que a linha de alta velocidade «é um eixo limitado para transportar mercadorias»: «Há mercadorias que podem requerer maior velocidade e outras não. Veja-se que um comboio de mercadorias tem 750 metros de comprimento e não pode andar a grandes velocidades».

António Mendonça voltou a sublinhar a importância dos «projectos prioritários» para os governos português e espanhol, garantindo que os prazos são para cumprir. A construção deste corredor ferroviário está prevista para 2013, «ano em que está pronta a ampliação do canal do Panamá», segundo disse o governante.

Este projecto é uma valorização dos portos de Sines e de Algeciras. É preciso ter a consciência de que, caso não se faça nada, pode haver um desvio para outros portos em detrimento da nossa economia», sublinhou António Mendonça, que estará, no próximo dia 8 de Junho, em Saragoça para participar no encontro dos ministros das Obras Públicas europeus.

Sobre o TGV, o ministro das Obras Públicas reiterou que «do lado espanhol nunca se mostrou a intenção de deixar de investir neste eixo estratégico», garantindo que as palavras do ministro do Fomento, José Blanco, no parlamento espanhol foram relativas aos novos projectos.

Ao mesmo tempo, António Mendonça garantiu que, mesmo com a saída do BPI do leque dos investidores do TGV, «não há problemas de financiamento» do projecto, já que a maior fatia dos investimentos está garantida pelo Banco Europeu de Investimentos e pelos fundos comunitários.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

Comentários

Anónimo disse…
Como o Sul de Portugal não tem ligação a Badajoz,a não ser pela linha do Leste,é evidente que o Alentejo,tem desde á dez ou mais anos os seus ramais,e linhas encerrados,e o pior abandonados.OS CAMINHOS DE FERRO DO SUL E SUESTE.pertenciam ao ESTADO.Ao mesmo tempo que começam com as obras do T G V ,era o o ideal renovarem os ramais e linhas do Alentejo,CELEIRO DE PORTUGAL,com travessas de betão.Não sou muito exigente pois não peço eletrificação!O meu passado começou em 1938 na estação de vila viçosa,e o futuro é reformado em Evora em 1974 no mes da LIBERDADE.
Anónimo disse…
Snr Ministro das Obras Publicas,sendo construidas duas vias para o TGV ,os combóios de mercadorias,podem circular á velocidade,que o agenteque elabora a marcha do combóio,e a respetiva folha de trânsito julgar a mais indicada,segundo a espécie de mercadorias,e numero de vagons.Um combóio que transporte materiais explosivos,não pode circular á mesma velocidade,quando transporta mercadorias não perigosas.Com a via directa de Sines a Caia,sem pisar agulhas,sem cruzamentos ou ultrapassagens,a segurança do combóio é máxima.Mais não digo.Mauricio Arrais Abrantes.
Anónimo disse…
Quero lembrar os portugueses,de que a bitola espanhola e portuguesa,1,668m,é a seguir á India,a mais segura,para a circulação de combóios.È das melhores do Mundo,pela estabilidade que dá ao combóio.A bitola europeia 1,435m,oferece menos estabilidade aos combóios,pois data do ano 1814,sem ter sido estudada,por engenheiros.,Foi usada á sorte em Inglarerra no ano 1825.Obrigado.Mauricio Arrais.

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