domingo, dezembro 19, 2010

Tecnologia contra o cancro

Há um ano e três meses, o Alentejo deixou de ser a única região da Península Ibérica sem um serviço de radioterapia. Certo é, que, actualmente, esta valência do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) é a mais avançada na área instalada no nosso País, e, seguramente, uma das melhores da Europa na tecnologia de combate ao cancro, tendo sido recentemente reconhecida pelo Fórum Hospital do Futuro, com a atribuição do primeiro prémio na categoria de Parcerias em Saúde.

O problema põe-se quando se fala da potencialização do serviço, a trabalhar actualmente muito abaixo das capacidades, lamentam os responsáveis. Tal facto deve-se ao desconhecimento da sua existência por grande parte dos profissionais de saúde .

A efectuar actualmente uma média próxima dos 80 tratamentos por dia, a radioterapia eborense podia, sem prejuízo da qualidade do serviço, chegar aos 200. "Há quem continue a encaminhar os doentes para os grandes centros urbanos quando temos uma unidade que prima pela qualidade", reiterou, aquando do primeiro aniversário da unidade, a presidente do conselho de administração do HESE, Filomena Mendes. Além das possibilidades de tratamento em radioterapia externa, braquiterapia ginecológica e prostática, que já funcionam actualmente, o serviço vai alargar o leque de competências clínicas já a partir de 2011, apesar de ter ‘em carteira’ 650 doentes – a capacidade cifra-se em 1400 pacientes. "Acredito que estas pequenas unidades funcionam melhor do que as dos grandes centros, por todos os motivos. Precisamos de tratar muitas mais pessoas do que as que estamos a tratar actualmente e reclamamos isso", disse ao CM Pedro Chinita, um dos dois radioterapeutas e director clínico do serviço do HESE (ver entrevista).

A grande luta dos responsáveis passa agora pela sensibilização dos médicos de família para que se possa potenciar os recursos. "A falta de conhecimento e o não encaminhamento dos doentes para aqui leva a que uma pessoa que viva no Alentejo tenha de se deslocar, por exemplo, ao IPO de Lisboa para fazer um ciclo de cerca de 25 tratamentos, o que é extremamente fatigante e desgastante, podendo ser evitado se efectuado em Évora. Melhorar a qualidade de vida aos doentes oncológicos é o princípio básico desta unidade de radioterapia", acrescentou Pedro Chinita.

HOSPITAL PAGA HOTEL E COMIDA

Os utentes do serviço de radioterapia de Évora, caso sejam provenientes de uma distância superior a 80 quilómetros, durante os ciclos de tratamento (normalmente de segunda a sexta-feira, entre um e dois meses), ficam alojados e com alimentação paga num dos hotéis da cidade com quem o hospital estabeleceu um protocolo. "Dar todo este conforto é estar a poupar milhões aos cofres do Estado. O que encarece os tratamentos são os transportes, cujo custo é quatro a cinco vezes o custo do tratamento em si", refere o serviço de radioterapia. Por ano, eram gastos 2,5 milhões de euros em deslocações.

O MEU CASO: JOSÉ MARTINS

"ESTE TRATAMENTO NÃO PROVOCA DORES"

Aos 75 anos, José Martins viu-se confrontado com um dos maiores receios do homem, o cancro da próstata. Acompanhado há aproximadamente um ano, está actualmente a cumprir um ciclo de tratamentos no Serviço de Radioterapia do Hospital do Espírito Santo, em Évora. O paciente desdobra-se em elogios ao apoio que lhe tem sido prestado e à qualidade dos cuidados de saúde.

"Penso que a minha situação está a correr bem. Foi-me diagnosticado o problema em Janeiro deste ano. Aqui, sou muito bem tratado, o espaço é muito agradável e as pessoas são da maior das simpatias", disse ao CM o agricultor reformado, residente em Montoito, no concelho de Redondo.

"Este tratamento não provoca dores. Chego sem dor, saio daqui sem dor e posso ir fazer a minha vida. Felizmente, conto com a ajuda do meu filho, que me acompanha desde a primeira hora", referiu.

Até dia 25 de Janeiro, todos os dias úteis, José Martins vai à radioterapia para uma sessão que não demora mais do que 30 minutos, desde o momento em que chega ao hospital até que sai. "Felizmente, continuo autónomo e capaz de fazer tudo. Vir aqui é só mais uma das coisas que tenho para fazer todos os dias, mas que faço sem esforço nenhum, porque são realmente todos muito prestáveis", concluiu.

PERFIL

José Martins tem 75 anos e reside na freguesia de Montoito, no concelho de Redondo. É casado e tem um filho. Agricultor, actualmente encontra--se reformado, mas toda a vida viveu do que a terra dá. Está em tratamento à próstata.

DISCURSO DIRECTO

"NÃO HÁ LISTA DE ESPERA": Pedro Chinita, Director clínico do serviço de radioterapia do HESE

Correio da Manhã – Qual a vantagem deste serviço de radioterapia em relação aos dos grandes centros urbanos?

Pedro Chinita – Além dos recursos técnicos, não há lista de espera. A comodidade e proximidade são superiores e isto tudo evita a disfunção familiar e a ausência.

– E os doentes que ficam alojados em hotel?

– O doente pode ficar com um acompanhante e ao fim-de-semana vai sempre a casa, para evitar o distanciamento. Pagar a estada em vez dos transportes é fazer poupar ao estado milhões de euros por ano.

– O serviço está a tratar abaixo da capacidade. A trabalhar na máxima força, continuará a oferecer estas condições de comodidade aos doentes?

– Claro, isso é ponto assente na nossa política e queremos crescer.


Correio da Manhã - 19-12-2010

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Actualização das Taxas Moderadoras na Saúde a partir de 01 de Janeiro de 2011

As taxas moderadoras dos Serviços de Saúde irão sofrer uma actualização a partir de 01 de Janeiro de 2011.

Exploração ferroviária aberta a privados - Economia - DN

"Ministro diz que as linhas e troços ferroviários que forem desactivados poderão ser viabilizados por outras entidades, nomeadamente privadas.

O ministro das Obras Públicas e Transportes admitiu ontem a possibilidade de outras entidades, nomeadamente privadas, poderem vir a explorar as linhas e troços ferroviários que sejam encerrados no âmbito da avaliação da rede que a Refer tem de apresentar ao Governo, no quadro dos planos de cortes nas empresas da tutela. "Outros agentes, económicos privados, associações de municípios, entre outros, podem encontrar soluções que podem revelar-se ajustadas e adequadas para continuar a prestar qualquer tipo de serviço", disse.

António Mendonça afirmou que "até ao final do ano" serão conhecidos os planos de cortes de todas as empresas da tutela, sublinhando que os planos de redução de custos nas empresas sob a sua tutela são "um processo normal, que decorreu em diálogo, em sintonia, com o ministério".

O ministro explicou que os planos "foram solicitados para dar resposta à conjuntura económica do País" e existiriam sempre, acrescentando que anualmente as empresas apresentam programas que são discutidos com a tutela.

"Até ao final do ano, em prazo razoável e que permita a aferição daquilo que está em causa, serão explicitados e tornados públicos", disse António Mendonça.

Com estes planos, o Governo pretende reduzir 15% nos custos operacionais das empresas do sector empresarial do Estado, o que poderá representar uma poupança anual de 1,6 mil milhões euros.

Questionado sobre o facto de muitas empresas contemplarem nos seus planos de cortes a redução do número de trabalhadores, o ministro afirmou que a sua preocupação é "garantir os postos de trabalho" e que "só se podem garantir os postos de trabalho se as empresas tiverem sustentabilidade económica e financeira"."


Comentário:
Mais um erro que se vai cometer e que irá comprometer o desenvolvimento da ferrovia em Portugal! O que é necessário é consciencializar os portugueses das vantagens dos transportes públicos, começando pela educação nas escolas, tal como já é efectuado no âmbito do prevenção rodoviária!

Depois, há que continuar a modernizar as linhas, criar condições de exploração, garantindo velocidades e preços de percursos atractivos.

O abandono progressivo da ferrovia contribui para a ainda maior desertificação do interior! Infelizmente o plano estratégico que parecia haver, afinal não há!

segunda-feira, maio 24, 2010

Comboios: ligar Évora a Badajoz arranca esta semana

As obras para ligar, por linha ferroviária, Évora a Badajoz começam esta semana, revelou esta segunda-feira o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, após uma reunião com o presidente do Governo de Aragão, Marcelino Iglésias.

O projecto faz parte da construção do Eixo 16, «um grande corredor que vai ligar Portugal, Espanha e França, já considerado de grande importância europeia», como explicou Marcelino Iglésias aos jornalistas.

O objectivo é criar uma ligação ferroviária, em paralelo com a linha de Alta Velocidade, que vai ligar o porto de Sines ao Poceirão «e daqui a Setúbal e a Lisboa no âmbito da terceira travessia sobre o Tejo. De Poceirão seguirá a linha com ligação a Espanha, passando por Algeciras, e depois para França unindo-se com o norte da Europa», sublinhou António Mendonça.

No total, serão investidos 500 milhões de euros, dos quais 180 milhões serão financiados pelo Estado português e pela Refer, e 320 milhões vêm directamente da União Europeia, como disse à AF fonte oficial do ministério.

Sem querer reduzir a importância do TGV, o responsável pela pasta das Obras Públicas português explicou porque é que a linha de alta velocidade «é um eixo limitado para transportar mercadorias»: «Há mercadorias que podem requerer maior velocidade e outras não. Veja-se que um comboio de mercadorias tem 750 metros de comprimento e não pode andar a grandes velocidades».

António Mendonça voltou a sublinhar a importância dos «projectos prioritários» para os governos português e espanhol, garantindo que os prazos são para cumprir. A construção deste corredor ferroviário está prevista para 2013, «ano em que está pronta a ampliação do canal do Panamá», segundo disse o governante.

Este projecto é uma valorização dos portos de Sines e de Algeciras. É preciso ter a consciência de que, caso não se faça nada, pode haver um desvio para outros portos em detrimento da nossa economia», sublinhou António Mendonça, que estará, no próximo dia 8 de Junho, em Saragoça para participar no encontro dos ministros das Obras Públicas europeus.

Sobre o TGV, o ministro das Obras Públicas reiterou que «do lado espanhol nunca se mostrou a intenção de deixar de investir neste eixo estratégico», garantindo que as palavras do ministro do Fomento, José Blanco, no parlamento espanhol foram relativas aos novos projectos.

Ao mesmo tempo, António Mendonça garantiu que, mesmo com a saída do BPI do leque dos investidores do TGV, «não há problemas de financiamento» do projecto, já que a maior fatia dos investimentos está garantida pelo Banco Europeu de Investimentos e pelos fundos comunitários.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

sábado, maio 15, 2010

Bento XVI leva cadeira para o Vaticano

Bento XVI leva cadeira para o Vaticano

Afinal parece que em Portugal se produzem coisas de qualidade. São reconhecidas no estrangeiro, mas por cá, por vezes, temos dificuldade em valorizar os nossos produtos. Não será hora de ajudar as nossas empresas comprando produtos nacionais? Seria uma boa forma de ajudar a nossa economia e reduzir a nossa dívida ao exterior.
Por isso já sabem, pensem duas vezes antes de comprar um produto estrangeiro. Será que valerá mesmo a pena?

sexta-feira, maio 14, 2010

CHMT, Irregularidades na Gestão


Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
Chegaram ao conhecimento deste Grupo Parlamentar denúncias de irregularidades graves na gestão do Centro Hospitalar do Médio Tejo, E.P.E. (CHMT), que podem estar n a base da duplicação, em apenas um ano, do défice desta instituição (era de 13 milhões euros em 31/12/2008 e passou para 25 milhões de euros em 31/12/2009) e da redução da respectiva produção (-9% em 2009 versus 2008 e -5% no primeiro trimestre de 2010), pelo que justificam o apuramento da verdade dos factos e o cabal esclarecimento por parte do Ministério da Saúde.
Por um lado, é imputada ao Conselho de Administração actual do CHMT, que tomou posse em Outubro de 2007, uma conduta pautada a pela conflitualidade na gestão dos recursos humanos do CHMT, a qual terá originado a saída de diversos médicos.
Por outro lado, privilegiando aparentemente outros interesses que não os dos utentes e do SNS, é referido que têm vindo a ser contratados, quase mensalmente, novos técnicos superiores para assessoria ao Conselho de Administração. Segundo a informação recebida, os últimos contratados foram uma licenciada em Conservação e Restauro e um licenciado em Filosofia. Ao todo, o CHMT parece ter “ganho”, com este Conselho de Administração, mais de uma dúzia de técnicos superiores para áreas não assistenciais, com vencimentos acima dos que eram praticados anteriormente. Foi-nos também comunicado terem sido gastos mais de 100.000 euros em consultoria para elaboração de um plano estratégico, cujo existência de facto e respectivo teor são desconhecidos.
Tudo isto, ao mesmo tempo que o Conselho de Administração é acusado de criar restrições injustificáveis para suprir necessidades urgentes do CHMT, nomeadamente, a contratação de enfermeiros e a aquisição de material clínico.
O Director Clínico que exerceu funções durante o primeiro ano de vigência deste Conselho de Administração viu-se aparentemente forçado a apresentar a sua demissão, depois de alegadamente a tutela ter ignorado as suas informações sobre as distorções na forma de actuação do Conselho de Administração do CHMT.
Mais recentemente, em 5 de Maio de 2010, foi divulgada, num meio de comunicação local, a assinatura de um protocolo de cooperação entre a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais e a Liga dos Amigos do CHMT, que permitirá a reclusos, que se encontram a cumprir pena no Estabelecimento Prisional de Torres Novas, virem a desempenhar tarefas de limpeza, arranjos exteriores, jardinagem, manutenção e reparações nas unidades hospitalares do CHMT em Torres Novas, Tomar e Abrantes. Ao abrigo do referido protocolo, fica a Liga dos Amigos do CHMT responsável por assegurar, a cada recluso, a refeição de almoço e um rendimento mensal na ordem dos 600 euros.
Sem retirar qualquer mérito a esta iniciativa, enquadrada numa política de reintegração social da população reclusa, assim como ao trabalho das Ligas dos Amigos dos hospitais, importa esclarecer em que condições a Liga dos Amigos do CHMT assinou um protocolo de colaboração, que levará os reclusos a desempenhar funções que devem ser asseguradas pelo próprio CHMT e, portanto, pelo seu Conselho de Administração.
Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Saúde, as seguintes perguntas:

1. Como justifica o Ministério da Saúde o elevado crescimento do défice do Centro Hospitalar do Médio Tejo, E.P.E (CHMT), em 2009? E como justifica a redução da produção?

2. Por especialidade, quantos médicos deixaram de exercer funções no CHMT desde que o actual Conselho de Administração tomou posse? Quantos saíram por motivo de reforma? Por especialidade, quantos médicos foram contratados no mesmo período?

3. Quantos enfermeiros estão previstos no mapa de pessoal do CHMT? Quantos desses postos de trabalho estão ocupados, efectivamente, com enfermeiros com contrato em funções públicas por tempo indeterminado? Quantos enfermeiros deixaram de exercer funções no CHMT desde que o actual Conselho de Administração tomou posse? E quantos enfermeiros foram contratados no mesmo período?

4. Confirma o Ministério da Saúde a contratação de dois licenciados, um em Conservação e Restauro e outro em Filosofia, para assessoria ao Conselho de Administração do CHMT ou outra função no CHMT? Que funções desempenham?

5. Quantos técnicos superiores foram contratados pelo CHMT para áreas não assistenciais, desde que o actual Conselho de Administração tomou posse? Qual a despesa mensal global com estas contratações?

6. Confirma o Ministério da Saúde a despesa de 100.000 euros em consultoria para elaboração de um plano estratégico? Quando foi ou será divulgado esse documento?

7. Que tipo de apoios (logístico, jurídico e/ou financeiro) recebeu, desde a sua constituição e até ao momento, a Liga dos Amigos do CHMT por parte do CHMT e seu Conselho de Administração?

8. Considera o Ministério da Saúde que a Liga dos Amigos do CHMT pode assinar um protocolo de cooperação com a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP), para que reclusos desempenhem tarefas no CHMT? Ou deveria ter sido o próprio CHMT a assinar o protocolo com a DGSP? Quem é o responsável pelo pagamento aos reclusos da refeição e remuneração previstas?

Palácio de São Bento, 10 de Maio de 2010.
O deputado, José Guilherme Gusmão

domingo, maio 09, 2010

TGV: Adiar o inadiável...

Mais uma vez se decide, apenas por puras questões políticas, retardar os grandes investimentos estruturantes. Os portugueses disseram nas urnas que concordavam com os projectos e que deviam ser feitos. Curiosamente a oposição (Passos Coelho e toda a esquerda) concordavam. Passos Coelho assim que foi eleito mudou o disco. É o que podemos esperar dele se algum dia for primeiro ministro. Um dia diz uma coisa, noutro dia já diz outra!
Mas quem perde nisto tudo somos nós portugueses. Más acessibilidades, fraco desenvolvimento! Como sempre os "Velhos do Restelo" continuam a prejudicar o crescimento e desenvolvimento do País com as suas visões retrógradas.

segunda-feira, abril 26, 2010

Corredor Ferroviário Sines/Elvas - MODERNIZAÇÃO DO TROÇO BOMBEL E VIDIGAL A ÉVORA

Foi consignada, a 28 de Setembro de 2009, a empreitada de modernização do troço Bombel e Vidigal a Évora, adjudicada ao consórcio Somague Engenharia, SA / Neopul, SA / Tomás de Oliveira Empreiteiros, SA, pelo valor de 48.420.283,10 euros e um prazo de execução de 487 dias de calendário, a contar do dia seguinte à data da consignação.

O troço que é objecto desta empreitada abrange simultaneamente a Linha do Alentejo, entre as estações de Bombel e Casa Branca, a Linha de Vendas Novas, entre as estações de Vidigal e Vendas Novas, e a Linha de Évora, entre as estações de Casa Branca e Évora (exclusive).

Esta intervenção, que permitirá uma melhoria das condições de circulação do transporte de passageiros e mercadorias, possibilitando uma velocidade de exploração de 160 km/h, compreende a execução dos seguintes trabalhos:

• Renovação integral da superstrutura de via entre Bombel e Vidigal a Casa Branca, numa extensão de 37,4 km (excluindo estações);

• Renovação integral da via entre as estações de Vidigal (exc.) e Vendas Novas (exc.), numa extensão de 3,141 km, entre os km 65,575 e 68,716;

• Alteração do layout das estações de Vendas Novas, Torre da Gadanha e Casa Branca, incluindo interfaces, plataformas de passageiros, coberturas e instalações electromecânicas;

• Adaptação do edifício do apeadeiro do Monte das Flores, da Linha de Évora, a edifício técnico;

• Substituição dos tabuleiros das pontes metálicas da Capela, ao km 83,827, e da Prata ao km 88,153, por tabuleiros em betão armado;

• Saneamento da plataforma da via, numa extensão de aproximadamente 7 km, e melhoria geral das condições de drenagem superficial e profunda;

• Melhoria das condições de suporte da plataforma da via em toda a extensão do troço, mediante a aplicação de uma camada de 20 cm de coroamento e de 22 cm de sub-balastro;

• Alargamento da plataforma da via para a execução de maciços de catenária;

• Construção de sete passagens desniveladas e respectivos restabelecimentos de acesso para supressão das passagens de nível aos km 54,902, 56,502, 57,159, 57,717, 66,893 e 77,938 na Linha do Alentejo, e ao km 68,449 na Linha de Vendas Novas;

• Substituição das passagens superiores rodoviárias ao km 57,307, na estação de Vendas Novas, ao km 74,584, na estação de Torre da Gadanha, e ao km 90,206 da Linha de Évora;

• Electrificação do troço Bombel (exc.) e Vidigal a Évora (exc.).

O troço Bombel – Évora faz parte do corredor ferroviário de mercadorias entre Sines e Espanha, que é uma das intervenções prioritárias previstas nas Orientações Estratégicas para o Sector Ferroviário, incluída na lista dos trinta projectos prioritários da Rede Transeuropeia de Transportes.

Lisboa, 2 de Outubro de 2009

FONTE: http://www.refer.pt

Estação de Évora - Supressão de passagens de nível

Construção de passagens desniveladas e respectivos restabelecimentos

No âmbito da remodelação da Estação de Évora e do programa de supressão das passagens de nível (PN) da REFER, foi aberto concurso público internacional para a execução da empreitada de construção das passagens inferiores rodoviárias aos km 116,396 e 117,654, da Linha de Évora e da passagem superior de peões ao km 117,277, com um prazo de execução de 210 dias e um valor estimado de 3.819.300,00 euros.

- Passagem inferior rodoviária ao km 116,396: A construção desta obra de arte irá permitir a supressão da PN ao km 116,683, mediante a ligação da Av. dos Combatentes da Grande Guerra à estrada de Almeirim, através de um restabelecimento de acesso com cerca de 330 m de extensão e duas faixas de rodagem, cada uma com 3,75 m de largura, ladeadas por um passeio com 1,50 m de largura do lado esquerdo e por uma berma com 1,00 m de largura e um passadiço com 0,50 m do lado direito.

- Passagem superior pedonal ao km 117,277: Irá suprimir a PN localizada no mesmo ponto quilométrico da Linha de Évora. De modo a garantir a sua utilização por pessoas de mobilidade reduzida, será dotada de meios de elevação mecânica (elevadores). Para desvio do tráfego rodoviário, será construído um restabelecimento de ligação entre o conjunto habitacional situado a Sul da linha-férrea e a Rua 2 de Abril, garantindo o acesso à Rua de Timor, constituído por duas faixas de rodagem com 2,50 m de largura cada, ladeadas por uma berma com 0,50 m de largura de ambos os lados e valetas de 1,00 m de largura nas zonas de taludes em escavação.

- Passagem inferior rodoviária ao km 117,654: Com a construção desta obra de arte será suprimida a PN ao km 117,673, na Rua de Timor. O restabelecimento de acesso, com uma extensão de 400 m, será dotado de duas faixas de rodagem, cada uma com 3,00 m de largura, ladeadas por um pequeno passadiço com 0,50 m de largura, e por um passeio com 1,80 m de largura do lado direito.

Fonte: http://www.refer.pt

terça-feira, janeiro 12, 2010

A água como factor de conflito

Na última semana Évora esteve cerca de 24 horas sem água. Tal facto deveu-se a problemas na captação da água e prontamente detectadas pelos serviços competentes. Este facto revelou que a sociedade actual já não sabe viver sem os bens essenciais como a água e a luz. Mas porque não parar e pensar nas populações espalhadas pelo Mundo fora que não têm acesso a água potável nem a electricidade?
Este facto também nos revelou que somos uma sociedade egoísta. A falta de água provocou uma corrida desenfreada aos supermercados, originando em muitos casos situações de conflito.
Não será tempo de parar para pensar e reequacionar a nossa forma de agir? Não seríamos uma sociedade mais solidária e mais tolerante?

domingo, janeiro 03, 2010

Novo Ano, Novas Esperanças

Mais um ano começa. Como é hábito, todos desejamos que este ano seja melhor que o anterior.

O ano de 2009 fica marcado pela crise económica mundial. Uma crise sem precedentes recentes e com efeitos devastadores no crescimento económico e no emprego. Milhões de postos de trabalho foram destruídos um pouco por todo o mundo. Só em Portugal a taxa de desemprego subiu cerca de 3% no espaço de um ano.

Os objectivos principais dos Governos do mundo inteiro é promover o crescimento económico dos seus países e a criação de emprego. Até que se consiga, são os Estados que têm de suportar grande parte dos custos com a crise, elevando os seus défices para conseguirem implementar medidas de protecção aos desempregados.

Espera-se que em 2010 a economia volte a crescer e devolva postos de trabalho.

Mas há factores positivos que a crise evidenciou e potenciou:

- Eliminou do tecido produtivo empresas de mão-de-obra barata e com produtos de baixo valor;

- Abriu uma janela de oportunidade para a requalificação dos recursos humanos que ficaram desempregados;

- Evidenciou as fragilidades do sistema financeiro mundial e fez com que fossem eliminados do mercado certos produtos e práticas nocivas;

- Potenciou a aposta em energias renováveis uma vez que há necessidade de reduzir a factura energética e o endividamento externo.

Um Feliz Ano de 2010 a todos os leitores do meu blog.