quinta-feira, março 05, 2009

Crise Global -> Resultado da Ganância

Há uns meses atrás em meados do ano 2008, quando a crise ainda não era vísivel nem expectável que chegasse à economia real, comentava com um amigo quais seriam as consequências que resultariam com o aumento desenfreado do preço do petróleo. Nessa altura assistíamos a recordes de preço todos os dias, os produtos alimentares subiam desenfreadamente e a inflacção começava a surgir no horizonte de todas as economias. Em consequência da inflacção galopante seguia-se o aumento das taxas de juros para níveis nunca antes vistos.
Como sabemos, o petróleo é uma fonte de energia essencial ao desenvolvimento actual, e o aumento do seu preço trás acrescido consequências que se multiplicam em escala. Ou seja, com o aumento do preço do petróleo sobem os preços dos produtos alimentares, dos plásticos, dos transportes, etc. Com este aumento generalizado de preços dispara a inflacção e para controlar a inflacção sobem os juros as autoridades monetárias.
A subida do preço do petróleo haveria de ter um ponto de ruptura quando as famílias e as empresas vissem a sua capacidade de gastar substancialmente reduzida pelo aumento de juros, alimentos e combustíveis. Com menor capacidade de consumo, menos compras se efectuam, os stocks das empresas aumentam e a necessidade de produção diminui o que leva a reduzir a produção. Com menor produção e necessidade de controlar custos, as empresas tentam ajustar a sua mão de obra à capacidade que necessitam, levando assim ao Lay-Off e ao desemprego.
Resumindo, os grandes responsáveis por esta crise são os especuladores que vivem da instabilidade gerada em torno do preço do petróleo e que apenas se interessam por retirar enormes dividendos. Esses sim devem ser responsabilizados em primeiro lugar pela situação que geraram a nível global. Os países produtores também não estão isentos de culpas, uma vez que quanto maior é o preço maiores são os benefícios e o aumento dos seus orçamentos estatais.
Os agentes económicos em geral devem tirar ilacções e aprender com tudo o que se tem passado, de forma a evitar uma nova crise destas dimensões no futuro. Mas uma certeza devemos ter, há que arranjar urgentemente fontes alternativas de energia que não estejam sujeitas ao nível de especulação de que vive o mercado do petróleo.

quarta-feira, março 04, 2009

Uma boa noticia para o Alentejo
 
Uma nova unidade de transformação, comercialização e exportação de pescado congelado abriu na passada sexta-feira portas na vila alentejana de Arraiolos, com a criação de vinte postos de trabalho. A empresa, denominada Al. Freeze e constituída através de uma pareceria luso-francesa, prevê a expansão até aos 80 postos de trabalho.

Numa altura em que o Alentejo é a região com a maior taxa de desemprego no País (10 por cento), Luís Paiva reconhece que esta unidade "surgiu em boa altura". Segundo o sócio-gerente, a escolha em Arraiolos teve origem no apoio do executivo municipal e na localização da vila. "Estamos no eixo Lisboa-Madrid e próximo de Setúbal. Temos garantias de crescimento e projectos para transformar o pescado de águas interiores", referiu.
1,5 milhões de euros foi o total do investimento na unidade entre os parceiros Luís Paiva de Andrade e a Sociedade Kruz SeaFood S.A.

Fonte: correiodamanha.pt (04-03-2009)

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Com os melhores cumprimentos,

Gabriel Galvoeira

Nova Imagem

Caros leitores, decidi renovar o aspecto gráfico do blog e espero que vá de encontro às vossas expectativas. Agradeço qualquer comentário ou sugestão.

Continuação de boas leituras.

segunda-feira, março 02, 2009

Novas Fronteiras para Évora

Com os dois primeiros meses do ano já passados, aproxima-se a passos largos o ciclo eleitoral de 2009 em que os cidadãos se verão confrontados com três idas às urnas. Navegamos pelo meio desta crise económica que se abateu sobre todo o Mundo, com particular incidência nas economias asiáticas e dos Estados Unidos da América. A Europa também não ficou imune e sofre com o desemprego e com a recessão.
Este clima de instabilidade gera contestação política e isso é visível em todos os países que se vêm flagelados pelo desemprego e com as dificuldades sentidas pelos seus cidadãos.
De forma a encarar o futuro político com maiores perspectivas e para dar oportunidade ao cidadão anónimo e independente de expor as suas ideias e a sua visão, lançou o PS as Novas Fronteiras em 2004 para as eleições legislativas, de onde surgiu o programa de Governo para estes quatro anos que agora terminam. No congresso do passado fim de semana o movimento Novas Fronteiras voltou a ser falado para que daí resulte o próximo programa de Governo do PS a apresentar nas eleições legislativas.
Não seria de todo descabido pensar num movimento do mesmo género aplicado ao nível local para as eleições autárquicas.
É essencial que se promova o debate de ideias através de um fórum de discussão para que seja possível a elaboração de programas autárquicos robustos e ambiciosos que vão de encontro às necessidades das pessoas. Évora pode liderar e ser pioneira no debate de ideias com a sua população.