quarta-feira, agosto 22, 2007

Reabertura da linha Évora-Portalegre em estudo

"Mota Engil quer propor à Refer uma concessão ferroviária que permitiria poupar 80 quilómetros no percurso de Sines a Elvas.

A ideia interessa à Takargo, a empresa ferroviária do grupo Mota Engil, que, em 2008, vai começar a operar comboios de mercadorias em Portugal e que vê na reactivação da linha Évora-Portalegre (115 quilómetros) a possibilidade de encurtar um trajecto que hoje é feito por Vendas Novas, Setil, Entroncamento e Abrantes.

Para Pires da Fonseca, administrador da Takargo, este atalho significaria uma poupança significativa em combustível, já que a sua empresa vai operar com locomotivas a diesel e terá vários comboios a fazer o percurso Sines-Elvas e Setúbal-Elvas que só ganhariam se pudessem evitar uma volta maior. Para além disso, evitava--se ainda o troço Setil-Entroncamento, na Linha do Norte, um dos mais sobrecarregados daquela via-férrea e para os quais é difícil conseguir canal horário (o equivalente aos slots na aviação). Já através de Évora, existe uma grande capacidade disponível na infra-estrutura que quase permitiria fazer comboios a la carte, como acontece nos Estados Unidos, em que existe uma grande flexibilidade na utilização das linhas pelos operadores de mercadorias.
Pires da Fonseca diz que vale a pena estudar a possibilidade de a Mota Engil, através da sua participada Ferrovias e Construções, SA (que se dedica à construção e modernização de linhas de caminhos-de-ferro), propor à Refer a recuperação daquela linha, que seria depois usada em regime de concessão pelos comboios da Takargo.
A própria CP, explica, também poderia passar por lá com os seus comboios, pagando uma taxa de uso e beneficiando da vantagem daquele atalho. No fim de contas, admite, tratar-se-ia de uma quase Scut ferroviária, em que um privado reabilitaria a via, assumindo, depois, os riscos da sua exploração. Com uma diferença: não haveria custos para o Estado.
Brito dos Santos, presidente da Ferrovias, disse ao PÚBLICO que "é preciso estudar muito bem o assunto, porque são linhas completamente fora de serviço, com péssimo traçado e com uma infra-estrutura em muito mau estado". Mas admite que há "duas coisas óbvias": retirar comboios da Linha do Norte entre Setil e o Entroncamento "é interessante para ambas as partes"; e "reduzir distâncias é sempre útil para qualquer transportador". E resume assim a ideia: "Para mim, é interessante, enquanto engenheiro. Tenho dúvidas, enquanto empresário".
A Refer admite estudar a viabilidade da proposta, conforme disse ao PÚBLICO uma fonte da empresa, que manifestou, no entanto, dúvidas quanto à rentabilidade de reactivar a linha devido aos seus custos, agravados hoje pela maior exigência das directivas comunitárias em termos de segurança da exploração. Por outro lado, ao nível institucional, é a Refer que está mandatada pelo Estado para gerir a rede ferroviária nacional, não podendo, de forma assim tão simples, amputar-lhe uma parte para a entregar a um gestor privado. Desta forma, a Mota Engil seria uma "mini--Refer", responsável por um troço de via. Para complicar, há as questões da concorrência. Aceitaria o regulador (Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres) que aquela empresa detivesse a exploração de uma linha onde passariam os seus próprios comboios, sem estarem acautelados os direitos de passagem da CP e de outros potenciais operadores?"

Fonte: Jornal Público de 19 de Agosto de 2007, por Carlos Cipriano


Comentário:

Esta notícia agora publicada pelo Jornal Público, vem mostrar que o que já escrevi em artigos anteriores é a melhor solução para o desenvolvimento do transporte ferroviário do nosso País. Como se vê, há interesse na reabilitação daquele troço, que além das mercadorias, iria poder contar com o transporte de passageiros pela CP, o que tornaria possível a ligação ferroviária entre as três capitais de distrito do Alentejo, sendo mais uma opção disponível para os consumidores na hora de escolher o seu meio de transporte. Além disso, e com um pouco mais de investimento, poderia fazer-se a ligação à linha da Beira Baixa, e dessa forma, poderia haver um trajecto alternativo para os combóios quando não houvesse capacidade da linha do norte ou quando a linha da Beira Baixa estivesse cortada.
Espero que o Governo através da Refer e da Secretaria de Estado dos Transportes estudem esta proposta do grupo de construção Mota-Engil e se decidam pela sua concretização.

terça-feira, agosto 21, 2007

Furacão Dean na TV e internet

O tema noticioso de hoje é o furacão Dean, um potente furacão de categoria 5 (a máxima, numa escala de 1 a 5). De férias, e sem nada planeado para o dia de hoje, dediquei-me a acompanhar este fenómeno através da CNN, que tem no local diversos reporteres e que entram em directo para mostrar os efeitos que se fazem sentir no momento mas também pela internet. Esta poderosa ferramenta, permite-nos acompanhar todo o fenómeno em tempo real. Podemos visitar a página do Centro Nacional de Furacões em Miami, visitar o site da NASA onde encontramos fotos satélite, videos feitos a partir da ISS (Estação Espacial Internacional) e outro tipo de informação. Quem esteja no local afectado e que consiga ter acesso à rede, pode também enviar fotos e vídeos para a CNN que os mesmos serão mostrados...
Uma manhã que seria aborrecida, mas que se tornou interessante, pois através da TV e internet posso aprender mais sobre aquilo que se passa no Mundo. Com a informação disponível na internet, complemento as imagens e os dados que ouço na TV. A informação é cada vez mais inportante nos dias de hoje, e se soubermos seleccionar a informação que queremos e precisamos sobre o tema em causa, estamos a aprender mais. Assim, em qualquer momento, podemos aprender, utilizando esta poderosa ferramenta chamada internet.

segunda-feira, agosto 13, 2007

O clima e a influência do Homem

Este verão tem sido caracterizado por contrastes climáticos. Houve inundações nunca vistas no Reino Unido, temperaturas a baterem recordes no leste da Europa e um verão instável na Península Ibérica. Agora é a China e o Sul da Ásia que estão a ser fustigados pelo mau tempo. Segundo os especialistas, são as piores cheias dos últimos 200 anos...
Segundo a maioria dos especialistas, as alterações climáticas são uma realidade, cada vez as temperaturas serão mais altas e o tempo mais imprevisível. Mas já há algum tempo que a Humanidade tem sido alertada para os efeitos da poluição na atmosfera. Infelizmente, só quando for tarde demais é que as pessoas irão querer remendar o que poderia ainda ser evitado.
As emissões poluentes são hoje mais significativas em economias emergentes, onde o petróleo e o carvão são as principais fontes energéticas. Os países mais desenvolvidos já perceberam a imprtância do uso de energias alternativas e já há regras e limites estabelecidos para os níveis de emissões poluentes. Uma excepção têm sido os EUA, que para manterem o seu crecimento económico e de forma egoísta, não assinaram o Protocolo de Quioto, dando um mau exemplo.
A China e a Índia, com taxas de crescimento perto de 10% ao ano, são neste momento os maiores poluentes do Mundo, uma vez que para satisfazerem o seu consumo energético, importam cada vez mais petróleo e usam carvão, um dos maiores responsáveis pela libertação de dióxido de carbono na atmosfera.
Estes países, deveriam ser incentivados pelos países mais desenvolvidos a apostarem nas energias alternativas, conjugando assim o pujante crescimento económico com a preservação do ambiente.
Mas nem só os países são responsáveis, também os líderes de grandes empresas e grupos económicos o são.
Há que apostar no ambiente, na eficiência energética, e criar regras e mecanismos de obrigatoriedade de instalação de fontes de energia renováveis.
O Planeta necessita do nosso contributo e as gerações futuras irão agradecer tudo aquilo que possamos fazer no presente. Se tivermos a noção da importância dos pequenos gestos que cada um de nós pode ter na preservação do ambiente, então estaremos a caminhar para um futuro melhor, mais saudável e menos poluído. A união faz a força e em conjunto, seremos capazes de preservar o ambiente.