segunda-feira, março 26, 2007

Finalmente...

Finalmente começou a ouvir-se falar na necessidade de reduzir as emissões de CO2. Na Europa como em Portugal, o tema começou a ser obrigatório em qualquer discurso político, incentivando e apelando a que se aposte em energias alternativas que substituam as energias fósseis. Às famílias é pedido que adoptem medidas nas suas próprias casas, aconselhando-as de como proceder...
Finalmente, mas tarde, há muito que se deveria ter começado a adoptar medidas nesse sentido, mas como diz o velho ditado popular, mais vale tarde que nunca.
Agora, mais que nunca, é necessário incentivar as pessoas e as empresas a instalarem sistemas de produção de energia, tais como painéis solares (aquecimento de água e produção de energia) de forma a que mais rapidamente se chegue à "meta". É necessário criar legislação que obrigue todos os licenciamentos novos e aqueles que sejam de obras de remodelação, a terem de instalar sistemas amigos do ambiente.
Todos ganhamos, incluindo o próprio Estado. Mas principalmente ganha o ambiente e as nossas gerações futuras...

Costa da Caparica

Tanta polémica tem havido nos últimos tempos devido às constantes inundações no parque de campismo da Costa da Caparica. Com o avanço do mar que se verifica todos os anos, esta situação tende a tornar-se frequente, não havendo muito que se possa fazer contra a natureza. O parque encontra-se localizado em terrenos que ficam abaixo do nível do mar, logo a qualquer momento e com a agitação marítima do inverno é natural que esta situação se prolongue.
A solução não passa por remendar constantemente o que o mar teima em destruir, mas sim pensar em reordenar aquela zona da costa e consequentemente afastar os parques daquela zona. Deve ser pensado se não seria melhor deixar o mar avançar naquela zona, e fazer recuar a zona costeira...mas isso são detalhes técnicos que só os técnicos conhecedores da realidade devem analisar.
De qualquer forma, e em todo este processo, alguém é culpado pela situação presente. De certo que não serão os directores de hoje os responsáveis, mas sim os que os antecederam, pois uma reordenação de costa leva o seu tempo. Mas as decisões já deveriam ter sido tomadas à muito, ter-se-ia evitado toda esta situação...
Enfim, é o País que temos. Quem é pago e tem competência para decidir, teima em não decidir...

quinta-feira, março 22, 2007

Dois anos de Governo...

Realizou-se no passado Sábado a Convenção Novas Fronteiras, com a presença de imenso público para escutar a intervenção do 1º ministro José Sócrates e para participar nos painéis temáticos. Sendo um dos presentes, fiquei surpreendido por uma sala enorme ter sido tão pequena para tanta gente que se fez deslocar ao Centro de Congressos de Lisboa, na antiga FIL. Não é normal ao fim de dois anos, e com tantas reformas polémicas, um primeiro ministro conseguir juntar tanta gente com vontade de o escutar. Deve ser caso único e merecedor de um estudo mais aprofundado.
A verdade, é que estes eventos aproximam o cidadão comum das pessoas que nos governam, abrindo a política ao cidadão, permitindo-lhe participar, dar ideias, discutir argumentos. É uma forma de cidadania que todos deveriamos exercer e que nos permite no fim criticar ou aplaudir mais veemente a actuação dos nossos políticos, pois a nossa participação legitima-nos a criticar e a exigir mais.

Foi com satisfação que assisti ao painel dedicado à área económica, onde intervieram três economistas de renome. Posso afirmar que aprendi bastante e que saí optimista com o progresso e com a trajectória que a consolidação orçamental está a tomar. É preciso continuar e exigir mais, de forma a que possamos desenvolver e modernizar o nosso país, criar riqueza e distribuí-la para que seja possível haver um país mais justo e mais moderno.