quarta-feira, novembro 07, 2007

Orçamento 2008 e energia renovável, o início de uma nova era

O diploma que regula e que define como vai ser feita a remuneração da energia gerada pela micro produção de energia já foi publicado no Diário da República e entrará em vigor em Fevereiro de 2008. Torna-se assim possível que qualquer particular instale na sua propriedade um sistema de energia renovável para uso próprio mas também com interligação à rede, ou seja, toda a energia produzida mas não utilizada pelo próprio será injectada na rede eléctrica nacional e o proprietário remunerado por cada Kw/h que injectar na rede. A complementar, o Orçamento de Estado para 2008 intriduz alterações nos benefícios fiscais na compra de sistemas de energia renovável. Até agora só pode usufruir do benefício fiscal quem não tenha deduzido juros de empréstimos para compra de casa, ou seja, exclui a maioria das pessoas com casa própria. Em 2008, independentemente de ter ou não empréstimo e dedução dos juros, será possível deduzir uma percentagem do valor de aquisição do sistema de energia renovável.
Assim será dado um impulso às energias renováveis, sector onde o nosso País tem excelentes condições de se posicionar no topo a nível mundial, seja na criação de clusters industriais, seja na liderança da produção energética através de energia limpa. Há que incentivar a população a aderir às tecnologias amigas do ambiente e este é sem dúvida um passo fundamental na concretização desse objectivo.

terça-feira, novembro 06, 2007

Internet e Mobilidade

Há uns anos era impensável que em qualquer lugar coberto por uma rede de telemóveis fosse possível aceder à internet com velocidades consideráveis. Mas hoje é uma realidade.
Sou utilizador de internet desde 1997, ainda com os velhinhos modems na altura já com o máximo de 33kbps de velocidade máxima de ligação. Não se falava em portáteis, nem em PDA's nem tão pouco em internet móvel. A evolução desta tecnologia tem tido uma velocidade galopante e hoje em dia em qualquer lugar através de um PDA, ou de um portátil com uma placa de acesso é possível "navegar" neste mundo virtual mas tão rico de informação. Nenhum de nós, utilizadores assíduos desta tecnologia conseguiríamos deixar de estar conectados uns tempos. Teríamos a sensação que nos faltava qualquer coisa, que não estávamos completos. Pois bem, por fim rendi-me à internet móvel e hoje faço a minha estreia no blog através deste tipo de ligação. Aderi por motivos profissionais e a verdade é que é bastante útil quando não nos encontramos em casa junto da ligação fixa. Dá para nos mantermos em contacto e para trabalhar em mobilidade. O futuro passa por aqui e cá estou eu na linha da frente rumo ao Portugal tecnológico e de banda larga!

domingo, setembro 23, 2007

Semana da mobilidade

Todos os anos por esta altura se fala em mobilidade. Fecham-se ruas, anda-se a pé, pratica-se desporto e pelo menos num dia por ano pensa-se no ambiente.
Mobilidade deveria significar mais e melhores transportes públicos, horários mais ajustados e maiores frequências por trajecto, melhores calçadas e menos buracos, enfim, uma série de coisas...
Acima de tudo deveria pensar-se no ambiente todo o ano, andar menos de transporte próprio e mais de transporte público, de bicicleta ou a pé. Segundo dados revelados esta semana nalguma comunicação social, a tendência de queda no uso de tranportes públicos está a ser contida, havendo serviços que já têm mais procura este ano que nos restantes. Para isso, muito tem contribuido o preço do petróleo e a crise. Quem sai beneficiado é o ambiente, menos poluição, mais qualidade de vida.
Mas hoje em dia é fundamental desenvolver e criar circuitos destinados a quem deseja andar a pé ou de bicicleta. Restringir certas ruas em determinados períodos horários também é uma solução. Há que desincentivar o uso de transporte próprio...mas o negócio que envolve a circulação de veículos é enorme...vejamos: parques de estacionamento e parquímetros só sobrevivem com automóveis, uma quebra nessas receitas afecta também as câmaras municipais, que assim receberiam menos. Joga-se aqui numa enorme teia de interesses que aliados aos interesses das petrolíferas impede que se vá mais longe na mobilidade citadina. É necessário haver vontade e coragem de implementar medidas concretas e reordenar as nossas cidades criando condições e impondo limites e restrições de circulação, criar melhores condições no transporte público, maior oferta e melhor qualidade.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Hospitais britânicos proíbem mangas e gravatas

Os hospitais britânicos vão proibir gravatas, mangas compridas e bijutaria num esforço para parar a propagação de infecções hospitalares, de acordo com as novas regras divulgadas hoje.
Os códigos de vestuário dos hospitais exortam os médicos a terem um ar profissional, o que tem levado ao uso de gravata no caso dos homens, mas à medida que se intensificam as preocupações com as infecções hospitalares os médicos passaram a olhar com mais atenção para a sua roupa.
«As gravatas raramente são lavadas, mas são usadas diariamente», indicou o Departamente de Saúde numa declaração, salientando que «não representam qualquer benefício para o tratamento dos doentes e provou-se estarem cheias de micróbios patogénicos».
As novas regras, a aplicar no próximo ano, implicarão o final das tradicionais batas brancas dos médicos (devido às mangas compridas), disse o ministro da Saúde, Alan Johnson. As unhas falsas, a bijutaria e os relógios, que o departamento alertou poderem abrigar germes, também são proibidas.
Johnson disse que a regra de manter os braços livres a partir do cotovelo pode ajudar a evitar a propagação do «Staphylococcus aureus» resistente a meticilina (MRSA), uma bactéria resistente a quase todos os antibióticos.
A MRSA é responsável por mais de 40 por cento das infecções do sangue a nível hospitalar no Reino Unido. Devido ao facto da bactéria ser tão difícil de matar, os funcionários de saúde têm optado por tentar conter a sua propagação através da melhoria das condições de higiene.

Diário Digital / Lusa


Comentário: É um exemplo a seguir pelas autoridades portuguesas. Todas as medidas que se tomem para reduzir o número de infecções hospitalares são aplaudidas, uma vez que infelizmente continuam a morrer pessoas todos os anos nos hospitais devido a estas infecções. É uma medida simples e sem custos económicos que tornará os hospitais britânicos mais saudáveis.

domingo, setembro 16, 2007

Portugal AirShow 2007 em Évora

Este fim de semana decorre em Évora o Portugal AirShow, o maior evento auronautico realizado na Península Ibérica. Como não poderia deixar de ser, aqui vos deixo algumas fotos captadas no Sábado, dia 15 de Setembro de 2007. Uma das atracções deste festival foi a presença de um Airbus A310 da TAP, que fez diversas aproximações à pista e várias passagens. Devido à pequena dimensão da pista, não foi possível a aterragem deste avião. Encontra-se também presente neste festival aéreo, o bombardeiro americano, B25 Mitchell, fabricado no ano de 1945 e herói da 2ª Guerra Mundial. Este avião encontra-se agora em exposição em Sion na França, participando em diversos eventos como este. Foi também celebrizado na sétima arte americana, pelos mais diversos filmes de guerra, dos quais destaco o filme "PEARL HARBOUR".



No final do dia, houve lugar para uma passagem de modelos, onde foi possível observar os diversos modelos usados pelos colaboradores de diversas empresas ligadas ao sector da aviação, tais como a TAP, Continental Airlines, Groundforce, Slot, Alitalia, etc.













Este evento tem sido presenciado por milhares de pessoas, encontrando-se gente do norte, do sul, de Espanha, da Holanda...
Esta foi a 10ª edição deste festival, que ano após ano tem conseguido atrair até ao coração do Alentejo milhares de visitantes e apaixonados da aviação que se deliciam com as demonstrações que constam do programa do evento.


Fotos: Filipe Santos

terça-feira, setembro 11, 2007

Combustível e compras em Espanha e impostos em Portugal

São cada vez mais os portugueses que vão abastecer as suas viaturas a Espanha de forma a economizar alguns Euros. Confesso que sou uma das pessoas que o faz, e faço questão de o dizer, pois acho que os impostos pagos no combustível em Portugal, prejudicam os consumidores e também a própria economia, devido à grande "fuga" de imposto para Espanha. Nós, ao abastecermos lá, estamos a ajudar o crescimento do PIB espanhol. Ajudamos "nuestros hermanos" a crescerem e a terem um PIB acima de 4% enquanto cá não chegamos sequer aos 2%. São milhões de Euros que entram nos "cofres" do Estado espanhol e menos esses que entram nos "cofres" do Estado português.
Ás gasolineiras junto à fronteira fecham e abrem do lado de lá da fronteira. Há empresários que já o começaram a fazer. Vendem cinco vezes mais combustível do que vendiam em Portugal...
Além dos combustíveis, também as compras são feitas do lado de lá. Sabendo escolher os produtos, consegue poupar-se imensos Euros com uma simples visita ao hipermercado do outro lado da fronteira.
O Estado, numa óptica de eliminar as diferenças de impostos com a Espanha, deveria estudar a hipótese de reduzir os impostos, quer o IVA, quer o ISP. Na minha perspectiva, não haveria muita quebra de receita para o Estado, uma vez que os impostos que pagamos agora lá fora, iriamos pagar depois cá dentro.

Deixo-vos aqui, caros leitores, o endereço do Ministério da Indústria, Turismos e Comércio de Espanha, onde é possível consultar o preço de todos os combustíveis disponíveis no mercado, em qualquer uma das regiões de Espanha, com indicação do local de cada posto de abastecimento:

http://oficinavirtual.mityc.es/carburantes/index.aspx

Abusos...


São vergonhosos alguns dos preços praticados nas cafetarias das áreas de serviço e em serviços de cafetaria de alguns centros comerciais. Se pensarmos bem na realidade dos nossos salários e no poder de compra da maioria dos portugueses, podemos até considerar que estamos a ser roubados. Através deste talão conseguem ter uma ideia concreta do que me refiro. Aconteceu-me e fiquei revoltado com tamanho roubo...reparem que por uma sandes de fiambre, paguei quase 2,50€, quando há locais onde se come a mesma sandes por 1€. Os cafés foram 0,80€ cada um e sei de locais, nomeadamente em bares de apoio de praias, onde se cobra 1€ por um café. Ou seja, com o valor total de 4,05€ paga-se em muitos locais uma refeição com bebida incluida.
Outro exemplo, mas do qual não guardei o talão, pode ser observado na cafetaria do El Corte Inglês, em Lisboa, onde uma garrafa de água de 0,25l custa a módica quantia de 1,10€...
Na minha opinião, deveria haver por parte das autoridades competentes uma maior fiscalização destes casos de forma a proteger o consumidor perante empresários que procuram receitas elevadas sem olhar a meios, "metendo a mão" nos nossos bolsos desta forma descarada.

quarta-feira, agosto 22, 2007

Reabertura da linha Évora-Portalegre em estudo

"Mota Engil quer propor à Refer uma concessão ferroviária que permitiria poupar 80 quilómetros no percurso de Sines a Elvas.

A ideia interessa à Takargo, a empresa ferroviária do grupo Mota Engil, que, em 2008, vai começar a operar comboios de mercadorias em Portugal e que vê na reactivação da linha Évora-Portalegre (115 quilómetros) a possibilidade de encurtar um trajecto que hoje é feito por Vendas Novas, Setil, Entroncamento e Abrantes.

Para Pires da Fonseca, administrador da Takargo, este atalho significaria uma poupança significativa em combustível, já que a sua empresa vai operar com locomotivas a diesel e terá vários comboios a fazer o percurso Sines-Elvas e Setúbal-Elvas que só ganhariam se pudessem evitar uma volta maior. Para além disso, evitava--se ainda o troço Setil-Entroncamento, na Linha do Norte, um dos mais sobrecarregados daquela via-férrea e para os quais é difícil conseguir canal horário (o equivalente aos slots na aviação). Já através de Évora, existe uma grande capacidade disponível na infra-estrutura que quase permitiria fazer comboios a la carte, como acontece nos Estados Unidos, em que existe uma grande flexibilidade na utilização das linhas pelos operadores de mercadorias.
Pires da Fonseca diz que vale a pena estudar a possibilidade de a Mota Engil, através da sua participada Ferrovias e Construções, SA (que se dedica à construção e modernização de linhas de caminhos-de-ferro), propor à Refer a recuperação daquela linha, que seria depois usada em regime de concessão pelos comboios da Takargo.
A própria CP, explica, também poderia passar por lá com os seus comboios, pagando uma taxa de uso e beneficiando da vantagem daquele atalho. No fim de contas, admite, tratar-se-ia de uma quase Scut ferroviária, em que um privado reabilitaria a via, assumindo, depois, os riscos da sua exploração. Com uma diferença: não haveria custos para o Estado.
Brito dos Santos, presidente da Ferrovias, disse ao PÚBLICO que "é preciso estudar muito bem o assunto, porque são linhas completamente fora de serviço, com péssimo traçado e com uma infra-estrutura em muito mau estado". Mas admite que há "duas coisas óbvias": retirar comboios da Linha do Norte entre Setil e o Entroncamento "é interessante para ambas as partes"; e "reduzir distâncias é sempre útil para qualquer transportador". E resume assim a ideia: "Para mim, é interessante, enquanto engenheiro. Tenho dúvidas, enquanto empresário".
A Refer admite estudar a viabilidade da proposta, conforme disse ao PÚBLICO uma fonte da empresa, que manifestou, no entanto, dúvidas quanto à rentabilidade de reactivar a linha devido aos seus custos, agravados hoje pela maior exigência das directivas comunitárias em termos de segurança da exploração. Por outro lado, ao nível institucional, é a Refer que está mandatada pelo Estado para gerir a rede ferroviária nacional, não podendo, de forma assim tão simples, amputar-lhe uma parte para a entregar a um gestor privado. Desta forma, a Mota Engil seria uma "mini--Refer", responsável por um troço de via. Para complicar, há as questões da concorrência. Aceitaria o regulador (Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres) que aquela empresa detivesse a exploração de uma linha onde passariam os seus próprios comboios, sem estarem acautelados os direitos de passagem da CP e de outros potenciais operadores?"

Fonte: Jornal Público de 19 de Agosto de 2007, por Carlos Cipriano


Comentário:

Esta notícia agora publicada pelo Jornal Público, vem mostrar que o que já escrevi em artigos anteriores é a melhor solução para o desenvolvimento do transporte ferroviário do nosso País. Como se vê, há interesse na reabilitação daquele troço, que além das mercadorias, iria poder contar com o transporte de passageiros pela CP, o que tornaria possível a ligação ferroviária entre as três capitais de distrito do Alentejo, sendo mais uma opção disponível para os consumidores na hora de escolher o seu meio de transporte. Além disso, e com um pouco mais de investimento, poderia fazer-se a ligação à linha da Beira Baixa, e dessa forma, poderia haver um trajecto alternativo para os combóios quando não houvesse capacidade da linha do norte ou quando a linha da Beira Baixa estivesse cortada.
Espero que o Governo através da Refer e da Secretaria de Estado dos Transportes estudem esta proposta do grupo de construção Mota-Engil e se decidam pela sua concretização.

terça-feira, agosto 21, 2007

Furacão Dean na TV e internet

O tema noticioso de hoje é o furacão Dean, um potente furacão de categoria 5 (a máxima, numa escala de 1 a 5). De férias, e sem nada planeado para o dia de hoje, dediquei-me a acompanhar este fenómeno através da CNN, que tem no local diversos reporteres e que entram em directo para mostrar os efeitos que se fazem sentir no momento mas também pela internet. Esta poderosa ferramenta, permite-nos acompanhar todo o fenómeno em tempo real. Podemos visitar a página do Centro Nacional de Furacões em Miami, visitar o site da NASA onde encontramos fotos satélite, videos feitos a partir da ISS (Estação Espacial Internacional) e outro tipo de informação. Quem esteja no local afectado e que consiga ter acesso à rede, pode também enviar fotos e vídeos para a CNN que os mesmos serão mostrados...
Uma manhã que seria aborrecida, mas que se tornou interessante, pois através da TV e internet posso aprender mais sobre aquilo que se passa no Mundo. Com a informação disponível na internet, complemento as imagens e os dados que ouço na TV. A informação é cada vez mais inportante nos dias de hoje, e se soubermos seleccionar a informação que queremos e precisamos sobre o tema em causa, estamos a aprender mais. Assim, em qualquer momento, podemos aprender, utilizando esta poderosa ferramenta chamada internet.

segunda-feira, agosto 13, 2007

O clima e a influência do Homem

Este verão tem sido caracterizado por contrastes climáticos. Houve inundações nunca vistas no Reino Unido, temperaturas a baterem recordes no leste da Europa e um verão instável na Península Ibérica. Agora é a China e o Sul da Ásia que estão a ser fustigados pelo mau tempo. Segundo os especialistas, são as piores cheias dos últimos 200 anos...
Segundo a maioria dos especialistas, as alterações climáticas são uma realidade, cada vez as temperaturas serão mais altas e o tempo mais imprevisível. Mas já há algum tempo que a Humanidade tem sido alertada para os efeitos da poluição na atmosfera. Infelizmente, só quando for tarde demais é que as pessoas irão querer remendar o que poderia ainda ser evitado.
As emissões poluentes são hoje mais significativas em economias emergentes, onde o petróleo e o carvão são as principais fontes energéticas. Os países mais desenvolvidos já perceberam a imprtância do uso de energias alternativas e já há regras e limites estabelecidos para os níveis de emissões poluentes. Uma excepção têm sido os EUA, que para manterem o seu crecimento económico e de forma egoísta, não assinaram o Protocolo de Quioto, dando um mau exemplo.
A China e a Índia, com taxas de crescimento perto de 10% ao ano, são neste momento os maiores poluentes do Mundo, uma vez que para satisfazerem o seu consumo energético, importam cada vez mais petróleo e usam carvão, um dos maiores responsáveis pela libertação de dióxido de carbono na atmosfera.
Estes países, deveriam ser incentivados pelos países mais desenvolvidos a apostarem nas energias alternativas, conjugando assim o pujante crescimento económico com a preservação do ambiente.
Mas nem só os países são responsáveis, também os líderes de grandes empresas e grupos económicos o são.
Há que apostar no ambiente, na eficiência energética, e criar regras e mecanismos de obrigatoriedade de instalação de fontes de energia renováveis.
O Planeta necessita do nosso contributo e as gerações futuras irão agradecer tudo aquilo que possamos fazer no presente. Se tivermos a noção da importância dos pequenos gestos que cada um de nós pode ter na preservação do ambiente, então estaremos a caminhar para um futuro melhor, mais saudável e menos poluído. A união faz a força e em conjunto, seremos capazes de preservar o ambiente.

domingo, julho 15, 2007

O civismo

O civismo (s. m., dedicação pelo interesse público, pela pátria; patriotismo - http://www.priberam.pt) já foi mais comum na sociedade, estando neste momento a cair em desuso. Digo isto porque as pessoas não se respeitam, não respeitam o próximo e não respeitam a sociedade.
O meu local de trabalho neste momento depara-se com o problema da falta de estacionamento, o que leva a que as pessoas, na ânsia de estacionar o carro, o estacione mal e em consequência, bata nos veículos que já lá estão estacionados. Acresce a tudo isto, que quem bate, foge e não se preocupa com o património dos outros. Há uma grande falta de respeito e de sensibilidade. Que acham essas pessoas se lhes fizerem a mesma coisa? Será agradável? O mais grave disto tudo, é que possivelmente estas pessoas são pais e são estes valores que transmitem aos filhos.
Há que ensinar as pessoas o que é a cidadania, o respeito pelo próximo e pela sociedade. Aguardemos.

domingo, julho 01, 2007

Tourada de 29 de Junho na Arena D' Évora, sem tabaco

Foi com surpresa que reagi ao entrar na Arena D' Évora no dia 29 de Junho para a tradicional corrida de touros de S. Pedro: pela primeira vez num espaço ao ar livre e num evento do género, foi proibido fumar. O mesmo deveria ser feito nos campos de futebol e afins, onde o espectador que está atrás, muitas vezes leva com o fumo do espectador que está sentado à frente. Continuem com acções como esta, os não fumadores que são a maioria decerto que agradecem.

segunda-feira, junho 25, 2007

Linha do Norte - Um erro estratégico de desenvolvimento nacional

Muitos troços da linha do Norte estão no limite de capacidade. A saturação da linha do Norte, entre Lisboa e Porto, está a estrangular a oferta da CP. A operadora ferroviária nacional não só está impossibilitada de “lançar mais oferta de serviços praticamente em todas as famílias de comboios de passageiros (suburbanos, regionais e longo curso)” como ainda de responder ao “acréscimo de tráfego de mercadorias”, revela um estudo preliminar da Refer ao qual o Correio da Manhã teve acesso.
A capacidade utilizada em toda a linha do Norte, com uma extensão de 335 quilómetros, está próxima ou ultrapassa os valores máximos admissíveis de utilização para garantir adequados níveis de qualidade e fiabilidade dos serviços”, conclui o estudo elaborado pela Refer.A linha do Norte acolhe desde comboios suburbanos, nas zonas do Porto e de Lisboa, até comboios rápidos com serviço alfa pendular, que ligam as duas principais cidades. “Há troços da linha do Norte em que a capacidade está nos cem por cento”, explicou ao CM fonte da empresa.Ao todo, circulam diariamente naquela linha 637 comboios, desde suburbanos com velocidades médias de 40 quilómetros até serviços rápidos entre as duas cidades com velocidades médias de 120 quilómetros. Serviços que, recorde-se, foram recentemente reforçados. O que equivale a dizer que se todos os comboios percorressem a linha 24 horas por dia, em média sairia um comboio de uma estação a cada dois minutos, de acordo com as contas feitas pelo CM. O estudo revela que só o troço entre Lisboa-Alverca (linha quadruplicada) tem alguma capacidade de crescimento e tem procura.


Mercadorias sem Canais
- A falta de capacidade da linha do Norte está também a atingir o transporte de mercadorias e pode mesmo comprometer o Projecto Portugal Logístico, um programa que prevê afirmar Portugal nos fluxos intercontinentais de mercadorias, lê-se no estudo preliminar da Refer. “Já temos dificuldade em arranjar canais para os comboios de mercadorias”, confirma um fonte da empresa, explicando que o transporte internacional (para Espanha) exige muitas vezes que a partida seja efectuada durante o dia, de forma a garantir a compatibilidade com canais horários internacionais. Com a linha já saturada com o transporte de passageiros, as mercadorias acabam por ter de ser recusadas. Por outro lado, a necessidade de manutenção da infra-estrutura durante a noite, que origina a interrupção da circulação, também inviabiliza a sua utilização pelos comboios de mercadorias.


Fonte: Manuel Moreira, Jornal Correio da Manhã de 25 de Junho de 2007.


Comentário: Esta notícia vem revelar o erro estratégico que tem sido seguido ao longo dos anos pelos mais diversos Governos que têm estado no poder e que eu já referi em várias ocasiões neste blog. Ao concentrar todo o tráfego ferroviário na Linha do Norte, depressa se esgota a capacidade da infraestrutura, sendo necessário gastar novamente milhões de euros para aumentar essa capacidade.Mas o mesmo poderia ser evitado se fosse construída uma linha paralela à linha do norte mas pelo interior do país, com origem em Faro, derivando na Funcheira para Beja até Évora e ligando Évora - Portalegre - Castelo Branco - Covilhã - Guarda - Bragança. Esta solução, permitiria aproveitar os troços já existentes até Évora e de Castelo Branco até à Guarda, sendo apenas necessário a sua renovação nalguns locais. Outros teriam de ser construidos de raíz, tais como Évora - Portalegre, Portalegre - Castelo Branco e Guarda - Bragança. Desta forma, estariam criadas as condições para a implementação do Projecto Portugal Logístico, dando resposta ao crescimento do tráfego de mercadorias. Quanto ao tráfego de passageiros, seria dado um novo impulso para que todos usassem este meio de transporte, deixando os carros em casa e ajudando o ambiente, além de que o potencial turístico destas regiões sairia beneficiado, levando a que pudessem surgir por todo o interior, novos projectos turisticos. Infelizmente, apenas o litoral consta dos mapas dos Governos e o interior continua esquecido e votado ao abandono, condenado a maior desertificação. Não se criam condições para o desenvolvimento económico do interior nem da sua rede de transportes que são fundamentais para atrair investimento. Ainda há tempo para corrigir o erro, mas não deixará de haver consequências económicas no país por esse motivo.


Exemplos:
  1. Para ir de Évora a Castelo Branco, é necessário ir a Lisboa e dali apanhar o combóio para Castelo Branco, que usa até ao Entroncamento a linha do norte.
  2. De Faro a Bragança nem sequer à ligação por combóio, mas se for de Mirandela a Faro, terá de ir ao Porto, usar a linha do norte até Lisboa e daqui para Faro.
  3. Da Guarda a Mirandela é necessário vir ao litoral até ao Porto, pela linha da Beira Alta, usar a linha do norte e voltar ao interior pela linha do Douro até Mirandela.

terça-feira, junho 05, 2007

Sociedade de Informação e Conhecimento

Foi anunciado há dias pelo primeiro ministro José Sócrates, que todos os estudantes e professores iriam ter no futuro acesso a computadores portáteis com ligação à internet em banda larga a preços mais acessíveis, bastando para isso cumprir determinados requisitos, entre os quais obter aproveitamento escolar...

É de louvar a coragem que houve por parte do Governo em tomar esta inicitaiva, pois por um lado irá permitir a massificação das tecnologias de informação em Portugal, introduzindo nos lares mais carenciados um bem que noutras condições seria impossível obter, colocando em igualdade os jovens com recursos e os jovens com menos recursos. É uma medida social, justa e que pretende potenciar o conhecimento dos nossos jovens.

Mas para além de fomentar o uso dos computadores no presente, permite que os jovens adquiram formação e experiência que no futuro lhes irá ser fundamental no seu local de trabalho. Há que evitar a infoexclusão e fomentar a igualdade de oportunidades. Assim, não estamos a trabalhar a pensar no presente mas também no futuro, investindo na formação e na aquisição de competências das gerações que um dia irão tomar o nosso lugar nas empresas e nos destinos do País. Seremos um País mais desenvolvido se apostarmos na formação e se dermos as mesmas oportunidades a todos. Depois, cada um por si saberá aproveitar da melhor forma as oportunidades...

segunda-feira, março 26, 2007

Finalmente...

Finalmente começou a ouvir-se falar na necessidade de reduzir as emissões de CO2. Na Europa como em Portugal, o tema começou a ser obrigatório em qualquer discurso político, incentivando e apelando a que se aposte em energias alternativas que substituam as energias fósseis. Às famílias é pedido que adoptem medidas nas suas próprias casas, aconselhando-as de como proceder...
Finalmente, mas tarde, há muito que se deveria ter começado a adoptar medidas nesse sentido, mas como diz o velho ditado popular, mais vale tarde que nunca.
Agora, mais que nunca, é necessário incentivar as pessoas e as empresas a instalarem sistemas de produção de energia, tais como painéis solares (aquecimento de água e produção de energia) de forma a que mais rapidamente se chegue à "meta". É necessário criar legislação que obrigue todos os licenciamentos novos e aqueles que sejam de obras de remodelação, a terem de instalar sistemas amigos do ambiente.
Todos ganhamos, incluindo o próprio Estado. Mas principalmente ganha o ambiente e as nossas gerações futuras...

Costa da Caparica

Tanta polémica tem havido nos últimos tempos devido às constantes inundações no parque de campismo da Costa da Caparica. Com o avanço do mar que se verifica todos os anos, esta situação tende a tornar-se frequente, não havendo muito que se possa fazer contra a natureza. O parque encontra-se localizado em terrenos que ficam abaixo do nível do mar, logo a qualquer momento e com a agitação marítima do inverno é natural que esta situação se prolongue.
A solução não passa por remendar constantemente o que o mar teima em destruir, mas sim pensar em reordenar aquela zona da costa e consequentemente afastar os parques daquela zona. Deve ser pensado se não seria melhor deixar o mar avançar naquela zona, e fazer recuar a zona costeira...mas isso são detalhes técnicos que só os técnicos conhecedores da realidade devem analisar.
De qualquer forma, e em todo este processo, alguém é culpado pela situação presente. De certo que não serão os directores de hoje os responsáveis, mas sim os que os antecederam, pois uma reordenação de costa leva o seu tempo. Mas as decisões já deveriam ter sido tomadas à muito, ter-se-ia evitado toda esta situação...
Enfim, é o País que temos. Quem é pago e tem competência para decidir, teima em não decidir...

quinta-feira, março 22, 2007

Dois anos de Governo...

Realizou-se no passado Sábado a Convenção Novas Fronteiras, com a presença de imenso público para escutar a intervenção do 1º ministro José Sócrates e para participar nos painéis temáticos. Sendo um dos presentes, fiquei surpreendido por uma sala enorme ter sido tão pequena para tanta gente que se fez deslocar ao Centro de Congressos de Lisboa, na antiga FIL. Não é normal ao fim de dois anos, e com tantas reformas polémicas, um primeiro ministro conseguir juntar tanta gente com vontade de o escutar. Deve ser caso único e merecedor de um estudo mais aprofundado.
A verdade, é que estes eventos aproximam o cidadão comum das pessoas que nos governam, abrindo a política ao cidadão, permitindo-lhe participar, dar ideias, discutir argumentos. É uma forma de cidadania que todos deveriamos exercer e que nos permite no fim criticar ou aplaudir mais veemente a actuação dos nossos políticos, pois a nossa participação legitima-nos a criticar e a exigir mais.

Foi com satisfação que assisti ao painel dedicado à área económica, onde intervieram três economistas de renome. Posso afirmar que aprendi bastante e que saí optimista com o progresso e com a trajectória que a consolidação orçamental está a tomar. É preciso continuar e exigir mais, de forma a que possamos desenvolver e modernizar o nosso país, criar riqueza e distribuí-la para que seja possível haver um país mais justo e mais moderno.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Energias Renováveis

Na sequência de posts anteriores, e após uma pesquisa que desenvolvi, com interesse em saber mais sobre o tema, encontrei alguns sites interessantes que decidi partilhar com todos os leitores e com todos os interessados.
Aproveito também para recordar que as energias renováveis são o futuro, onde a atenção de investidores e investigadores se irá centrar, pois é um mercado em expansão, ainda muito pouco desenvolvido, logo com grande potencial de desenvolvimento. Até 2020 terá de haver redução nas emissões de CO2 na UE na ordem de 20%, e isso só poderá ser conseguido se o mercado das energias alternativas conseguir dar resposta. Haverá cada vez mais procura. logo será bom investir nesta área de negócio.

http://www.soliclima.com/pt/instalacion/
http://www.jhroerden.com/html/solar/descargas.asp
http://www.energiasrenovaveis.com/html/links/empresas/empresas_eolica.asp
http://www.solardach-lissabon.de/index.php?id=162

domingo, fevereiro 18, 2007

As ligações ferroviárias como meio de desenvolvimento regional

Numa altura em que o país assistiu à queda de uma locomotiva ao rio Tua, voltou a debater-se a falta de condições e os prejuizos que determinadas linhas dão a quem as explora.
Todos nós sabemos que desde meados da década de 80, após a entrada na UE, se assistiu a um gradual abandono do património ferroviário, que se traduziu no encerramento de diversas linhas e estações, promovendo o abandono e a desertificação de zonas isoladas que tinham no combóio o seu meio de transporte. Houve a preocupação de construir estradas, auto-estradas, investir milhões na linha do norte, esquecendo todas as outras linhas do país. O Algarve ficou esquecido, o Alentejo igual, apenas o litoral norte existia para quem na altura liderava os sucessivos Governos e para as administrações da CP.
Mas esse desinvestimento surtiu efeitos nefastos, não só nas populações, levando à sua saída para o estrangeiro devido ao esquecimento do interior e consequentemente à falta de investimentos que criassem postos de trabalho, mas também ao turismo e ambiente, promovendo o uso de transporte individual com todas as consequências que daí advêm para o meio ambiente.
As pessoas desabituaram-se de usar os transportes colectivos, o que associado ao desinvestimento e degradação das linhas existentes, conduz a que cada vez menos pessoas procurem os combóios para se deslocarem. Quem troca o conforto dos carros actuais pelo desconforto de uma automotora com muitos anos de idade e sem condições que circula em linhas com pouca ou nenhuma manutenção que oferecem pouco conforto? Há que pensar que o consumidor é cada vez mais exigente, o que não é compatível com o desinvestimento no transporte público e no abandono do nosso património. Há que motivar e agarrar as pessoas ao transporte público, criando as condições necessárias de conforto e rapidez que se exige, elevando o nível de qualidade dos serviços de forma a contribuir não só para obtermos um melhor ambiente com menos emissões poluentes, mas também um maior e melhor desenvolvimento regional e consequentemente nacional.
Não existe só litoral, o interior faz parte de qualquer país e há que saber aproveitá-lo, fixando lá as pessoas e criando condições para que haja investimentos nessas zonas. Uma ligação ferroviária que ligasse Bragança a Faro, tal como a ligação rodoviária do IP2 que após tantos anos de se ter iniciado ainda não foi completada, seria uma mais valia para todo o país, permitindo que houvesse maior mobilidade e maior desenvolvimento regional. É certo que esta hipótese requer algum investimento, mas alguns troços já estão modernizados e poderiam ser aproveitados. Ora vejamos: Bragança à Guarda teria de ser construido de raiz, mas daí até Castelo Branco já está ou estará modernizado em breve. Castelo Branco a Portalegre e Portalegre a Évora teria de ser modernizado, sendo que Évora a Beja não requer um grande investimento, já havendo ligação...destas localidades sairiam ligações como a linha do Douro, da Beira Alta, da Beira Baixa, do Alentejo, que fariam a interligação entre a linha interior e a linha do norte, criando uma verdadeira rede ferroviária que permitiria um maior desenvolvimento destas zonas e do próprio país...