Terça-feira, Janeiro 12, 2010

A água como factor de conflito

Na última semana Évora esteve cerca de 24 horas sem água. Tal facto deveu-se a problemas na captação da água e prontamente detectadas pelos serviços competentes. Este facto revelou que a sociedade actual já não sabe viver sem os bens essenciais como a água e a luz. Mas porque não parar e pensar nas populações espalhadas pelo Mundo fora que não têm acesso a água potável nem a electricidade?
Este facto também nos revelou que somos uma sociedade egoísta. A falta de água provocou uma corrida desenfreada aos supermercados, originando em muitos casos situações de conflito.
Não será tempo de parar para pensar e reequacionar a nossa forma de agir? Não seríamos uma sociedade mais solidária e mais tolerante?

Domingo, Janeiro 03, 2010

Novo Ano, Novas Esperanças

Mais um ano começa. Como é hábito, todos desejamos que este ano seja melhor que o anterior.

O ano de 2009 fica marcado pela crise económica mundial. Uma crise sem precedentes recentes e com efeitos devastadores no crescimento económico e no emprego. Milhões de postos de trabalho foram destruídos um pouco por todo o mundo. Só em Portugal a taxa de desemprego subiu cerca de 3% no espaço de um ano.

Os objectivos principais dos Governos do mundo inteiro é promover o crescimento económico dos seus países e a criação de emprego. Até que se consiga, são os Estados que têm de suportar grande parte dos custos com a crise, elevando os seus défices para conseguirem implementar medidas de protecção aos desempregados.

Espera-se que em 2010 a economia volte a crescer e devolva postos de trabalho.

Mas há factores positivos que a crise evidenciou e potenciou:

- Eliminou do tecido produtivo empresas de mão-de-obra barata e com produtos de baixo valor;

- Abriu uma janela de oportunidade para a requalificação dos recursos humanos que ficaram desempregados;

- Evidenciou as fragilidades do sistema financeiro mundial e fez com que fossem eliminados do mercado certos produtos e práticas nocivas;

- Potenciou a aposta em energias renováveis uma vez que há necessidade de reduzir a factura energética e o endividamento externo.

Um Feliz Ano de 2010 a todos os leitores do meu blog.

Segunda-feira, Dezembro 07, 2009

O salário mínimo deve continuar a subir

José Sócrates tentou marcar o primeiro debate quinzenal deste Governo com o anúncio da subida do salário mínimo nacional para 475 euros, mais 25 euros do que é pago actualmente.

O primeiro-ministro não teve muita sorte com o seu truque - o debate no Parlamento acabou por ficar marcado pela quente troca de palavras com a oposição sobre a Face Oculta -, mas o valor do salário mínimo nacional é um assunto inquestionavelmente importante para a economia e a sociedade portuguesa.
Não é preciso ser S. Francisco de Assis para ter a noção de que 475 euros é um salário baixo. Qualquer família que tenha este nível de rendimento, vive mal. Assim, qualquer governo deve ter na sua agenda a subida do salário mínimo nacional. É uma questão social. Ainda assim, é mais complicada do que parece pois não basta decidir politicamente o aumento, é preciso que as empresas tenham capacidade para pagar. Caso contrário, está-se basicamente a promover mais falências e desemprego.
É por isto que há economistas que são contra a existência de um salário mínimo. Porque está a fixar-se artificialmente um valor para as trocas no mercado de trabalho, não tendo em conta que há pessoas que podem aceitar trabalhar por menos e que as empresas vão criar menos empregos já que têm de pagar mais a alguns trabalhadores. Ou seja, está a prejudicar-se a eficiência do mercado e, logo, a provocar desemprego.
Mas deixando a filosofia económica de lado, até porque em Portugal há salário mínimo, a questão que importa saber é qual é o valor adequado para as empresas. E não há obviamente uma resposta única. Depende do sector de actividade e por último da realidade de cada empresa. É por isto que foi muito positiva a resposta dos empresários ouvidos pelo Económico, na última edição do Weekend, desdramatizando a subida do salário mínimo anunciada por José Sócrates. Os 475 euros não parecem ser um obstáculo intransponível para as empresas nacionais. E mais importante, ao contrário do que era habitual, os empresários não usaram a questão dos custos laborais como álibi para as fraquezas de modelo de negócio, que colocam em xeque a competitividade.
Os empresários já aceitaram que a economia portuguesa não pode funcionar com base nos salários baixos, porque será sempre batida pelos asiáticos. A solução está em passar para segmentos de negócio com mais valor acrescentado, com outros níveis de produtividade e que desta forma permitem pagar salários mais elevados.
Assim, a verdadeira batalha que tem de ser abraçada por todos - patrões, empregados, sindicatos e Governo - é a da produtividade. É isto que vai garantir a competitividade externa e o crescimento económico necessário para recuperar a distância para a Europa e salários mais altos para todos. E para isto, mais do que ajudas para as empresas pagarem o aumento do salário mínimo, é importante que o Governo continue a promover a flexibilidade do mercado de trabalho, como fez com as mudanças no código laboral. E que a oposição seja responsável. Não é muito produtivo travar a mudança somente para mostrar força política no actual contexto de Governo de minoria. O melhor é ser catalisador da mudança.
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Publicado no Diário Económico de 07/12/2009, por Bruno Proença, Director Executivo

Quinta-feira, Setembro 03, 2009

Corte na Taxa Social Única agrava défice em mil milhões

A medida de redução da Taxa Social Única (TSU), proposta pelo PSD no seu programa eleitoral, teria um peso de pelo menos mil milhões de euros na receita da Segurança Social. Contas feitas, este impacto significaria qualquer coisa como 0,7% do PIB português, com as necessárias consequências em termos de agravamento do défice público.
As propostas dos social-democratas são as que mais agravam o défice público. Com excepção da TSU e da suspensão do Pagamento Especial por Conta (PEC) - com um impacto mínimo - todas as outras não são quantificáveis com os dados conhecidos.

FONTE: Jornal Negócios, Jornalista Filomena Lança

Quarta-feira, Setembro 02, 2009

Achado inédito em escola de Évora

Uma necrópole romana com quase dois mil anos foi descoberta na escola Secundária Gabriel Pereira, em Évora, durante as obras de requalificação do estabelecimento. A escola já mostrou interesse em ficar com os vestígios romanos encontrados. «Vamos ter um local próprio para os acolher», disse o presidente do concelho pedagógico, Ananias Quintano, à Lusa.
De acordo com a Lusa, esta necrópole romana é a primeira a ser detectada na cidade de Évora. A arqueóloga Conceição Maia afirmou que é «um achado inédito». «Desconhecia-se até agora onde é que as necrópoles romanas estariam implementadas na envolvência da acrópole», afirmou a arqueóloga.
Foi encontrado um «cemitério de incineração, com uma série de sepulturas, do século segundo D. C, em plena época romana, contemporânea do fórum e de toda a acrópole da cidade de Évora», avança Conceição Maia. Inicialmente foram descobertos vestígios de materiais, como cerâmicas, mas depois foi descoberta a necrópole. O espólio encontrado contém taças, contas de colar em vidro e osso, moedas, ganchos de cabelo em marfim e lucernas (luzes alimentadas a azeite).

Fonte: IOL / TVI24 / LUSA